23 jan

RELAÇÕES ABUSIVAS

O relacionamento abusivo é a amostra mais clássica de pusilanimidade por aquele que detém de certa maneira um poder capaz de escravizar o companheiro (a) à níveis extremos, despertando a ira daqueles que assistem a tudo de fora da relação.
Percebe-se que a maioria das vítimas das relações abusivas são mulheres. Contudo, ressalta-se que homens também passam pelos mesmos problemas, porém, em uma proporção clinicamente menor.
Geralmente muitos sinais evidenciam o abuso no relacionamento, como por exemplo, ciúmes em excesso, acusar de traição de forma descarada, acusar o companheiro (a) de ser aquilo que ele mesmo é, obrigar a ter relações sexuais, inferiorizar a pessoa em tudo, chamar de nomes pejorativos, fazer ameaças, mexer em artigos pessoais, culpar o outro por tudo, querer saber sempre com quem está e onde, enfim, dentre milhares existentes estas são amostras suficientes de como perceber uma relação abusiva.
As pessoas que passam por este problema costumam pensar que devem manter a distância física do abusador. Isso está correto, mas o principal é buscar a desvinculação emocional. Enquanto a mente está emocionalmente ligada à pessoa abusiva, a maioria das sequelas infelizmente permanecem sendo alimentadas.
Quando o emocional é desconectado, aquela pessoa (abusadora) é automaticamente lançada fora. Algumas pessoas preferem iniciar esta desconexão antes mesmo do término definitivo do relacionamento, alegando que isso facilita no processo de desgostar gradativamente. Já outras pessoas optam por desconectar-se logo após o término, justamente para se livrar de forma rápida daquele fantasma perseguidor que na maioria das vezes é popularmente chamado de “encosto”. No entanto, em uma boa parte dos casos, quem comete abuso no relacionamento busca uma forma de manter certa conexão com o abusado oferecendo-lhe a sua amizade. Mas é importante ressaltar que permanecer amigo (a) de ex que cometeu abuso é uma perfeita forma de retornar à escravidão pelos próprios meios.
Existe uma passagem bíblica reforçando que é imprescindível se apartar da face do mal. É exatamente isso o que deve ser feito, tanto emocionalmente quanto fisicamente, pois caso isso não seja realizado, a vítima corre o risco de cair em um jogo de tentação por raízes fisiológicas e emocionais, dominado com fineza e maestria pelo abusador. E certamente essa vítima perderá todas as partidas desse jogo. Sendo assim, é importante também frisar a conhecida frase: “Quem revisita o passado, envenena o presente”.
É óbvio que a frase acima não se aplica a toda as situações, porém, no contexto dos relacionamentos abusivos ela tem uma eficiência gigantesca.
Divagando sobre esse assunto ou correndo os olhos sobre as linhas desse texto a questão da libertação pode parecer ser simples como de fato é, mas quem está dentro do dilema não consegue se ver livre tão facilmente. Para isso a hipnoterapia tem meios que ajudam eficientemente qualquer pessoa na busca por uma vida melhor, desde que essa pessoa verdadeiramente queira. Com a terapia a desvinculação emocional citada no início passa a ser buscada e realizada.
É importante destacar que a pessoa abusiva também pode ser tratada com hipnoterapia, pois da mesma maneira que a vítima pode se ver livre das janelas traumáticas de sua mente, o abusador, desde que queira, pode se libertar de um comportamento desprezível fruto da programação da sua própria mente.

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