17 nov

Vício em jogos

O vício em jogos é um transtorno do controle dos impulsos que no Brasil atinge mais de cinco milhões de pessoas.

O transtorno na adolescência começa tipicamente nos homens. Nas mulheres é mais comum na fase adulta. Geralmente uma simples aposta sem maiores pretensões pode desencadear no vício compulsivo mais à frente.

Há uma frustração existencial presente na vida do indivíduo que joga compulsivamente. Ele muitas vezes faz como uma forma de fugir de problemas pessoais, principalmente se tratando de sentimentos de culpa, depressão, ansiedade ou impotência. Assim, o jogo se torna uma droga presente na vida da pessoa e a família sofre junto devido às várias consequências.

As apostas se tornam uma busca pelo êxito pessoal e alguns só chegam a se dar conta do nível vicioso que se encontram quando percebem qual o nível de desabastecimento e sofrimento que a família passa em detrimento ao vício do dependente. Os indivíduos podem mentir para os familiares sobre a real situação e muitas vezes ficam endividados. E quando não têm mais a quem pedir emprestado, recorrem ao furto, falsificação, estelionato e outros crimes não menos graves.

Ao tentar parar de jogar é comum surgir irritação e inquietude. Mas isso não é tudo, pois o pior é que cerca de 20% dos indivíduos que sofrem do transtorno idealizam ou tentam suicídio. E muitas vezes antes disso se envolvem com o abuso ou dependência de substâncias impróprias.

Antes de ocorrer um agravamento da situação é pertinente que a família do dependente busque auxilio na hipnoterapia. Ela pode ser muito eficiente nesse caso que carece de urgência e precisão. Ninguém nasce viciado em nenhum jogo, tampouco sofrendo por isso, então um basta é mais que necessário para a retomada definitiva da vida social, profissional e afetiva.

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